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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Você quis (Alvaiade / Nicola Bruni)

Eu não queria nada
Você quis, então vai ter
Você foi, por isso
Um marimbondo sem saber

Olha que em terra alheia
Se pisa bem devagar
Terra estranha tem isso
Precisa saber pisar

Esqueceu o tal ditado
Que a gente sabe de cor
Quem tudo quer tudo perde
Quem ri no fim ri melhor

Vida de rainha (Alvaiade / Monarco)

Eu dei-lhe uma vida de rainha
E não era meu feitio dar boa vida a ninguém
Você ainda podia ser minha
Se você tivesse linha, valorizasse alguém
Até papel de palhaço eu fiz
Para me fazer feliz e feliz você também
Mas nunca vi tanta rudez
Pela derradeira vez: seja feliz, meu bem

Felicidade é o que eu mais lhe desejo
Muito embora eu não queira
Mais saber dos seus beijos
Eu não guardo ódio nem rancor dentro de mim
Só porque nosso amor chegou ao fim
Foi melhor pra mim

Vem amor (Alvaiade / Wilson Batista)

Ah, já não posso mais
Já é demais minha dor
Volta pra mim, por favor
Minha vida sem você é um horror

Ah, amor, me apaixonei
Preciso da linha luz do seu olhar
Vem, amor, me consolar
Perdi o gosto em matar o meu desgosto

Porque choras? (Alvaiade)

Porque choras? Ri
Homem chorando é novidade
Já sei quem lhe faz chorar
É quem você fez toda vontade
E assim mesmo foi para outro alguém
É por essas e outras
Que eu não amo a ninguém

É feio um homem chorar por causa de uma mulher
Mas sua sorte é essa, seja o que deus quiser
Aceite, o seu sofrimento pra ela é um prazer
Você fica chorando e ela sorri por lhe ver sofrer

Pensando no futuro (Alvaiade / Djalma Mafra)

Agora vou botar o meu no canto
Eu tenho esbanjado tanto
Já é tempo de aprender a viver
Quando a velhice me abraçar
Terei um teto e uma cama pra descansar

Eu sei porque me querem e me tratam muito bem
Mas espero na velhice não precisar de ninguém
Enquanto é tempo vou mudar o meu pensar
Não serei um avarento mas vou economizar

Para o bem do nosso bem (Alvaiade)

Eu não direi
O que se passou entre nós
Eu não direi
Para o bem do nosso bem
Eu não direi o que se passou entre nós a ninguém

Vou-me embora em silêncio
Chega de me aborrecer
Quando o gênio não combina
Na vida não há prazer
O teu segredo
Não vou contar a ninguém
Teu amor me meteu medo
Prefiro arranjar outro alguém

Não fique triste
Isso é normal
Quando os casais separar
Isso é muito natural
Vou-me embora, vou-me embora
Por esse mundo sem fim
Nosso gênios não combinam
Não posso viver assim

Papai do meu coração (Alvaiade / Gaya)

Alegre, feliz na calçada
Espero meu papai chegar
Cansado ele vem do trabalho
Sorrindo ele vem me beijar

Depois, abraços assim
Entramos em nosso lar
Onde a mamãe nos espera
Sempre feliz a cantar

Papai, papai, papaizinho
Papai do meu coração
À noite quando me deito
Estais sempre em minha oração

O que vier eu traço (Alvaiade)

Quando eu faço o meu sambinha batucada
A turma fica abismada
Com a bossa que eu faço
Não me embaraço porque não há tempo
Marco meu contratempo dentro do compasso
Quem não tiver o ritmo na alma
Nem cantando com uma escova
Faz o que eu faço
Samba canção, samba de breque, batucada
Para mim não é nada
O que vier eu traço

Não tenho veia poética
Mas canto com muita prática
Não faço questão de métrica
Mas não dispenso a gramática

Não me atrapalho na música
Nem mesmo sendo sinfônica
Procuro tornar simpática
A minha voz microfônica

O galo do vizinho (Alvaiade / J. Assunção)

Meu vizinho tem um galo
É o meu despertador
Quando é de manhã cedo
Ele me acorda pro batedor
Quando o galo canta
Eu fico na indecisão
Não sei se vou trabalhar ou não

Aí eu me recordo
Que o mês da casa venceu
A família é muito grande
Mas quem resolve sou eu
Muito me entristesse a minha situação
Tomo banho, me visto
E vou pra repartição

Não posso pisar na areia (Alvaiade)

Não posso chegar na praia
Não posso pisar na areia
Minhas pernas ficam bambas
Minha cabeça tonteia

Minha cabeça tonteia
E eu não sei porque é
Não posso pisar na areia
Não posso encarar a maré

Sei que meu pai é Xangô
E minha mãe Yemanjá
Papai é rei da justiça
Mamãe, rainha do mar

Meu trabalho (Alvaiade / Alberto Maia)

Moço
Meu trabalho é pesado como o que
Moço
Meu batente é duro de doer

Levanto cedo vou pro meu trabalho
Vivo contente procedendo assim
Além dos filhos que deixei em casa
Tem uma dona que cuida de mim

A minha mão é toda calejada
Trabalho muito no cabo da enxada
A minha vida não é sopa não
São 8 bocas me pedindo pão

Eu chorei (Alcides Lopes / Alvaiade)

Eu chorei
Quando soube que o nosso amor morreu
Triste fiquei
A minha alegria sumiu até hoje não apareceu

Quem não anda com sorte
Deve então evitar o amor
Se eu nunca pensasse em amar
Não sentia essa dor

Eu bem sei (Alvaiade)

Eu bem sei
Que zombas de mim, meu bem
Infelizmente, se sofro é porque eu quis
Quando vieste triste, implorando
Eu devia sorrir zombando
E não te fazer feliz

Fostes ingrata demais
Pra mim não faz mal
Não soubeste retribuir minha amizade
Tudo que pediste com prazer eu fiz
Hoje me abandonas e ainda sorri

Eu ainda sou eu (Alvaiade)

Eu também já fui moço, já fui um colosso
Elas diziam assim para mim
Já fiz moça chorar, se apaixonar
Até o suicídio tentar
O tempo passou e tudo mudouMarcadores
Lá se foi meu apogeu
Mas venha de fininho
Que mesmo velhinho eu ainda sou eu

Eu não era perfeito eu tinha um defeito
Das madrugadas era fã
Quando anoitecia, de casa eu saía
Só regressava de manhã
Minha cabrocha era tão boa
Tinha um gênio especial
Nunca se zangava e achava tudo tão natural

Êta, Rio (Alvaiade / Nicola Bruni / A. F. Silva)

Êta, Rio
Êta, Rio
O sol é quente
Mas tu és muito mais quente que o verão
Êta, Rio do meu coração

Não há no mundo inteiro
Não há igual ao Rio de Janeiro
É, é mesmo infernal
O clima é quente
E a morena é tropical

Entre nós não existe compromisso (Alvaiade)

Por favor, não faça isso
Entre nós não existe compromisso

O que há entre nós é natural
É amizade espiritual
Não, não faça isso
Entre nós não existe compromisso

Coloque a cabeça no lugar
Atitude não se toma sem pensar
Ninguém tem direito de matar ninguém
Pois o remorso também mata devagar

É mato (Alvaiade / Wilson Batista)

Você diz que eu não lhe amo
Considero um desacato
Eu lhe tenho muita amizade
Amor no meu peito é mato

Eu não durmo sem sonhar
Com a amizade desse ingrato
Meu café de manhã cedo
É beijar o seu retrato
Eu lhe tenho muita amizade
Amor no meu peito é mato

Meu amor já tem raiz
Em meu coração pacato
Você diz que eu não lhe amo
Considero um desacato
Eu lhe tenho muita amizade
Amor no meu peito é mato

Deus me ajude (Alvaiade - Estanislau Silva - H. de Carvalho)

Deus me ajude
Me dando força e saúde
Telho filho pra criar
Um inocente
Não pensa igual a gente
E na hora certa
Quer saber de se alimentar

De manhã muito cedinho
Ele toma o cafezinho
Pega o livro e vai estudar
Eu me despeço da patroa
Que pra mim é muito boa

Saio e vou trabalhar

De sol a sol (Alvaiade / Ary Monteiro)

Não há razão em dizer
Que eu trabalho pouco
Se você visse meu trabalho
Até ficava louco
A minha vida é outra
Não sou nenhum rouxinol
Trabalho muito de sol a sol

Você não tem razão
Só conhece a boemia
Você nunca enfrentou
O sol de janeiro ao meio dia

Dinheiro consigo é mato
Eis aí grande verdade
Levanto às 6 da manhã
E você, às 4 da tarde

Daqui até lá tem tempo (Alvaiade / Ary Monteiro)

Daqui até lá tem tempo
Tem tempo daqui até lá
Joga o sino tá sem taco
Pra seu governo, rapaz
Malandragem é meu fraco
Porque sou vivo demais

Vê se mora na jogada
Pra não me comprometer
Por favor não dê mancada
Se não queres me perder

Combinamos pra amanhã
Não convém se afobar
Devagar também é pressa
Pra quem não quer se cansar

Sou do morro e do asfalto
Sou madeira pra valer
Querem me jogar pro alto
Mas não vai dar pra entender