Eu tenho saudade
Dos sambas de antigamente
Quando o samba deixava uma vaga tristeza
No peito da gente
Não era amargura e nem desventura
E nem sofrimento
Era uma nostalgia, era melancolia
Era um bom sentimento
Nos dias de hoje
O samba ficou diferente
Não tem mais dolência mudou a cadência
E o povo nem sente
Sua melodia é uma falsa alegria
Que passa com o vento
Ninguem percebeu mas o samba perdeu
Sua voz de lamento
Quando eu canto na roda de samba
Um samba que é mais antigo
A moçada se cala, escuta, aprende
E ainda canta comigo
O que falta pra quem faz um samba
É a tristeza que vem de outro tempo
Quem não sabe a ciência do samba
Vai fazer o que pede o momento
O segredo da força do samba
É a vivencia do seu fundamento
O que faz ser eterno um bom samba
É a beleza que tem seu lamento
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Mascarada (Zé Keti - Elton Medeiros)
Vejo agora, esse teu lindo olhar
Olhar que eu sonhei
E sonhei conquistar
E que um dia afinal conquistei
Enfim findou-se o carnaval
E só nos carnavais
Encontrava-te sem
Encontrar este teu lindo olhar
Porque o poeta era eu
Cujas rimas eram compostas
Na esperança de que
Tirasses essa máscara
Que sempre me fez mal
Mal que findou só
Depois do carnaval
Olhar que eu sonhei
E sonhei conquistar
E que um dia afinal conquistei
Enfim findou-se o carnaval
E só nos carnavais
Encontrava-te sem
Encontrar este teu lindo olhar
Porque o poeta era eu
Cujas rimas eram compostas
Na esperança de que
Tirasses essa máscara
Que sempre me fez mal
Mal que findou só
Depois do carnaval
Meu Carnaval (Elton Medeiros - Cacaso)
Muita gente na folia
Cantando sem perceber
Que eu buscava na avenida
A razão para não sofrer
Meu amor quis brincar o carnaval
E saiu pela avenida Escolas a desfilar
Foi vestida de alegria
E saiu para não voltar
E eu vestido de tristeza
Cantei para não chorar
Eu quisera ser feliz
Mas a felicidade foi uma quimera no meu coração
Preferia não falar
Mas eu preciso fazer minha confissão
Ai de quem nunca teve amor
Mesmo iludido encontro esperança no meu padecer
Pois o mais importante é viver
Cantando sem perceber
Que eu buscava na avenida
A razão para não sofrer
Meu amor quis brincar o carnaval
E saiu pela avenida Escolas a desfilar
Foi vestida de alegria
E saiu para não voltar
E eu vestido de tristeza
Cantei para não chorar
Eu quisera ser feliz
Mas a felicidade foi uma quimera no meu coração
Preferia não falar
Mas eu preciso fazer minha confissão
Ai de quem nunca teve amor
Mesmo iludido encontro esperança no meu padecer
Pois o mais importante é viver
Pressentimento (Elton Medeiros / Hermínio Bello de Carvalho)
Ai! Ardido peito!
Quem irá entender o teu segredo?
Quem irá pousar em teu destino
E depois morrer de teu amor?
Ai! Mas quem virá?
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo
Vem que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que este é o tempo ansiado
De se ter felicidade
Quem irá entender o teu segredo?
Quem irá pousar em teu destino
E depois morrer de teu amor?
Ai! Mas quem virá?
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo
Vem que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que este é o tempo ansiado
De se ter felicidade
Pra Bater Minha Viola (Elton Medeiros)
Pra bater minha viola
Fiz um samba sem razão
Fiz um samba sem dar bola
Pras coisas do coração
Pelo meu viver tão diferente
Procurei em toda gente
Coisa que não dá paixão
E fiz meu samba de um vazio
Ostensivamente frio
Sem marcas de ilusão
Pra bater minha viola
Fiz um samba sem razão
Fiz um samba sem dar bola
Pras coisas do coração
Sinto meu viver tristonho esqueço
É sinal de que mereço
Tudo sem reclamação
Só fiz meu samba por esmola
Pra salvar minha viola
Das garras da solidão
Fiz um samba sem razão
Fiz um samba sem dar bola
Pras coisas do coração
Pelo meu viver tão diferente
Procurei em toda gente
Coisa que não dá paixão
E fiz meu samba de um vazio
Ostensivamente frio
Sem marcas de ilusão
Pra bater minha viola
Fiz um samba sem razão
Fiz um samba sem dar bola
Pras coisas do coração
Sinto meu viver tristonho esqueço
É sinal de que mereço
Tudo sem reclamação
Só fiz meu samba por esmola
Pra salvar minha viola
Das garras da solidão
Avenida Fechada (Elton Medeiros / Cristóvão Bastos / Antônio Valente)
Chora meu peito
Assim desse jeito pra que cantar
Enquanto a avenida estiver fechada
Pra quem não puder pagar
Nem um canto sequer pra ver
A sua escola
Passando, sambando
Tanta beleza
Desfila presa no meu coração
Ver chegar o povo querendo brincar
E saber que agora não tem mais lugar
Pela cidade toda enfeitada
Parece até que o povo vai desenfeitar
Não me leve a mal
Mas muito luxo pode atrapalhar
Alegria ninguem pode fabricar
Um bom carnaval
Se faz com gente feliz a cantar
Pelas ruas um samba bem popular
Assim desse jeito pra que cantar
Enquanto a avenida estiver fechada
Pra quem não puder pagar
Nem um canto sequer pra ver
A sua escola
Passando, sambando
Tanta beleza
Desfila presa no meu coração
Ver chegar o povo querendo brincar
E saber que agora não tem mais lugar
Pela cidade toda enfeitada
Parece até que o povo vai desenfeitar
Não me leve a mal
Mas muito luxo pode atrapalhar
Alegria ninguem pode fabricar
Um bom carnaval
Se faz com gente feliz a cantar
Pelas ruas um samba bem popular
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A Canoa Virou (Guilherme de Brito / Juarez de Brito)
A canoa virou
Deixa a canoa virar
Só morre afogado
Quem não sabe nadar
No mar do nosso desespero
Sempre fui bom timoneiro
Mas a tormenta chegou
E a nossa canoa se desgovernou
Olha bem sua remada
Sempre foi descontrolada
Se eu remo pra cá
Você rema pra lá
A canoa virou
Um de nós dois vai sobrar
Deixa a canoa virar
Só morre afogado
Quem não sabe nadar
No mar do nosso desespero
Sempre fui bom timoneiro
Mas a tormenta chegou
E a nossa canoa se desgovernou
Olha bem sua remada
Sempre foi descontrolada
Se eu remo pra cá
Você rema pra lá
A canoa virou
Um de nós dois vai sobrar
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Jogo Desonesto (Guilherme de Brito / Nelson Sargento)
Eu serei cruel se não lhe der perdão
Sem você a vida não tem solução
Eu sei que vou sofrer
Sei que vou chorar
Se acaso eu não tiver coragem
Pra lhe perdoar
Eu vou lhe aceitar sem fazer restrição
Passado é passado não importa não
Tenho uma proposta pra reatar o nosso amor
Não há vencido nem vencedor
Um jogo desonesto sempre acaba mal
Já sei que eu não presto
E você não é legal
Você viveu traindo
Eu também fui um traidor
Por isso é tão lindo nosso amor
Agora você vem pra me pedir perdão
Eu vou lhe implorar
Pra perdoar meu coração
E neste amor fingido
Que nos causa tanta dor
Não há vencido nem vencedor
Sem você a vida não tem solução
Eu sei que vou sofrer
Sei que vou chorar
Se acaso eu não tiver coragem
Pra lhe perdoar
Eu vou lhe aceitar sem fazer restrição
Passado é passado não importa não
Tenho uma proposta pra reatar o nosso amor
Não há vencido nem vencedor
Um jogo desonesto sempre acaba mal
Já sei que eu não presto
E você não é legal
Você viveu traindo
Eu também fui um traidor
Por isso é tão lindo nosso amor
Agora você vem pra me pedir perdão
Eu vou lhe implorar
Pra perdoar meu coração
E neste amor fingido
Que nos causa tanta dor
Não há vencido nem vencedor
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Mangueira,
Nelson Sargento
terça-feira, 7 de abril de 2009
Venderam o Morro ( Herivelto Martins )
Eu soube que venderam o morro da Mangueira
Que bobagem, que asneira
Se vocês querem que a gente largue o barracão
Não respeitaram nem a velha tradição
Barracão é sinônimo de pobreza
Barracão é antônimo de tristeza
Quem tira do sambista um barracão
Ou não gosta de samba
Ou não tem coração
Que bobagem, que asneira
Se vocês querem que a gente largue o barracão
Não respeitaram nem a velha tradição
Barracão é sinônimo de pobreza
Barracão é antônimo de tristeza
Quem tira do sambista um barracão
Ou não gosta de samba
Ou não tem coração
Praça Onze (Herivelto Martins / Grande Otelo)
Vão acabar com a Praça Onze
Não vai haver mais Escola de Samba,
Não vai
Chora o tamborim
Chora o morro inteiro
Favela, Salgueiro,
Mangueira, Estação Primeira
Guardai os vossos pandeiros, guardai
Porque a escola de samba não sai
Adeus minha Praça Onze, adeus
Já sabemos que vais desaparecer
Leva contigo a nossa recordação
Mas ficarás eternamente em nosso coração
E algum dia nova Praça nós teremos
E o teu passado cantaremos
Não vai haver mais Escola de Samba,
Não vai
Chora o tamborim
Chora o morro inteiro
Favela, Salgueiro,
Mangueira, Estação Primeira
Guardai os vossos pandeiros, guardai
Porque a escola de samba não sai
Adeus minha Praça Onze, adeus
Já sabemos que vais desaparecer
Leva contigo a nossa recordação
Mas ficarás eternamente em nosso coração
E algum dia nova Praça nós teremos
E o teu passado cantaremos
Mangueira não (Herivelto Martins / Grande Otelo)
Acabaram com a Praça Onze
Demoliram praças e ruas, eu sei
Podem até acabar com o Estácio
O velho Estácio de Sá
Derrubem todos os morros
Derrubem meu barracão
Silenciar a Mangueira, não!
Mangueira foi um morro
Que nasceu sambando
Mangueira foi um morro
Que viveu cantando
Mangueira nasceu...
Mangueira cresceu
Fala tamborim!
Fala bateria!
Ninguém há de dizer
Que Mangueira faleceu
Mangueira não morre!
Demoliram praças e ruas, eu sei
Podem até acabar com o Estácio
O velho Estácio de Sá
Derrubem todos os morros
Derrubem meu barracão
Silenciar a Mangueira, não!
Mangueira foi um morro
Que nasceu sambando
Mangueira foi um morro
Que viveu cantando
Mangueira nasceu...
Mangueira cresceu
Fala tamborim!
Fala bateria!
Ninguém há de dizer
Que Mangueira faleceu
Mangueira não morre!
Laurindo (Herivelto Martins)
Laurindo sobe o morro gritando
Não acabou, a Praça Onze não acabou
Vamos esquentar nossos tamborins
Procure a porta bandeira
E ponha tudo em fileira
E marca o ensaio prá quarta feira
Quando a Escola de Samba chegou na Pça Onze
Não encontrou mais ninguém, não sambou
Laurindo pega o apito, avisa a evolução
E toda a Escola de Samba largou a bateria no chão
Foi-se embora cantando
E daí a pirâmide foi aumentando, aumentando
Não acabou, a Praça Onze não acabou
Vamos esquentar nossos tamborins
Procure a porta bandeira
E ponha tudo em fileira
E marca o ensaio prá quarta feira
Quando a Escola de Samba chegou na Pça Onze
Não encontrou mais ninguém, não sambou
Laurindo pega o apito, avisa a evolução
E toda a Escola de Samba largou a bateria no chão
Foi-se embora cantando
E daí a pirâmide foi aumentando, aumentando
Lá em Mangueira (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres)
Lá em Mangueira
Aprendi a sapatear
Lá em Mangueira
É que o samba tem seu lugar
Foi lá no morro
Um luar e um barracão
Lá eu gostei de alguém
Que me tratou bem
Eu dei meu coração
No morro a gente
leva a vida que quer
No morro a gente
gosta de uma mulher
E quando a gente
deixa o morro e vai embora
Quase sempre chora
Chora, chora
Aprendi a sapatear
Lá em Mangueira
É que o samba tem seu lugar
Foi lá no morro
Um luar e um barracão
Lá eu gostei de alguém
Que me tratou bem
Eu dei meu coração
No morro a gente
leva a vida que quer
No morro a gente
gosta de uma mulher
E quando a gente
deixa o morro e vai embora
Quase sempre chora
Chora, chora
Saudosa Mangueira (Herivelto Martins)
Tenho saudades da Mangueira
Daquele tempo em que eu batucava por lá
Tenho saudade do terreiro da escola
Eu sou do tempo do Cartola
Velha guarda o que é que há?
Eu sou do tempo em que malandro nào descia
Mas a polícia no morro também não subia
Aí Mangueira, minha saudosa Mangueira
Depois que o progresso chegou
Tudo se transformou e a Mangueira mudou
Já não se samba mais a luz do lampião
E a cabrocha não vai pro terreiro de pé no chão
Daquele tempo em que eu batucava por lá
Tenho saudade do terreiro da escola
Eu sou do tempo do Cartola
Velha guarda o que é que há?
Eu sou do tempo em que malandro nào descia
Mas a polícia no morro também não subia
Aí Mangueira, minha saudosa Mangueira
Depois que o progresso chegou
Tudo se transformou e a Mangueira mudou
Já não se samba mais a luz do lampião
E a cabrocha não vai pro terreiro de pé no chão
Bom dia avenida (Herivelto Martins / Grande Otelo)
Lá vem a nova avenida
Remodelando a cidade
Rompendo prédio e ruas
Dos nossos patrimônios de saudade
É o progresso, e o progresso é natural
Lá vem a nova avenida dizer a sua rival
Bom dia Avenida Central
A união das escolas de Samba respeitosamente
Faz o seu apelo 3200 de selo
Requereu e quer saber
Se quem viu a Praça Onze acabar
Tem direito a avenida em primeiro lugar
Bem se vê quer depois inaugurar
Remodelando a cidade
Rompendo prédio e ruas
Dos nossos patrimônios de saudade
É o progresso, e o progresso é natural
Lá vem a nova avenida dizer a sua rival
Bom dia Avenida Central
A união das escolas de Samba respeitosamente
Faz o seu apelo 3200 de selo
Requereu e quer saber
Se quem viu a Praça Onze acabar
Tem direito a avenida em primeiro lugar
Bem se vê quer depois inaugurar
Acorda escola de Samba (Herivelto Martins / Benedito Lacerda)
Acorda escola de samba, acorda
Acorda que vem rompendo o dia
Acorda escola de samba, acorda
Salve as pastoras e a bateria
No morro quando vem raiando o dia
Na escola também vem rompendo o samba
As pastoras despertam cantando
E a passarada entoando um hino de harmonia
Acorda que vem rompendo o dia
Acorda escola de samba, acorda
Salve as pastoras e a bateria
No morro quando vem raiando o dia
Na escola também vem rompendo o samba
As pastoras despertam cantando
E a passarada entoando um hino de harmonia
Noite enluarada (Herivelto Martins / Heitor dos Prazeres Filho)
Numa noite enluarada
No meio da batucada
Ela me abandonou
Já era de madrugada
A roda estava formada
E o samba terminou
E somente uma saudade
No meu coração ficou
Vai saudade, vai dizer a ela
Que o samba nunca mais se formou
E a lua branca lá no céu
De tristeza também chorou
No meio da batucada
Ela me abandonou
Já era de madrugada
A roda estava formada
E o samba terminou
E somente uma saudade
No meu coração ficou
Vai saudade, vai dizer a ela
Que o samba nunca mais se formou
E a lua branca lá no céu
De tristeza também chorou
Regresso (Candeia)
Canto, canto com alegria
Hoje a nostalgia
Está triste sentindo o cantar que em meu coração
Bate tão forte e contente
Dizendo a toda gente
Que voltaste ao meu lar
Não sabia que voltavas tão meiga assim
Parte, amor, já é noite
Mas traga de novo o calor
Dos teus beijos pra mim
Que eu sei dar valor ao regresso
Juro, jamais te peço
Pra ficares, amor
Hoje a nostalgia
Está triste sentindo o cantar que em meu coração
Bate tão forte e contente
Dizendo a toda gente
Que voltaste ao meu lar
Não sabia que voltavas tão meiga assim
Parte, amor, já é noite
Mas traga de novo o calor
Dos teus beijos pra mim
Que eu sei dar valor ao regresso
Juro, jamais te peço
Pra ficares, amor
Tua Beleza (Waldemar Silva / Raul Marques)
A tua Beleza
Não dominou meu coração
Eu tenho a certeza
Que um dia há devir
Me pedir perdão
Não darei perdão por que
Não quiseste compreender
Eu cheguei à conclusão
Que não devo dar o braço a torcer
Não dominou meu coração
Eu tenho a certeza
Que um dia há devir
Me pedir perdão
Não darei perdão por que
Não quiseste compreender
Eu cheguei à conclusão
Que não devo dar o braço a torcer
É Batucada (Caninha / Visconde Bicohyba)
Samba de morro, não é samba
É batucada, é batucada
Samba de morro, não é samba
É batucada, é batucada
Lá na cidade a história é diferente
Só tira samba malandro que tem patente
Lá na cidade a história é diferente
Só tira samba malandro que tem patente
Nossas morenas vão pro samba bonitinhas
Vão de sandália e saiote de preguinha
Nossas morenas vão pro samba bonitinhas
Vão de sandália e saiote de preguinha
É batucada, é batucada
Samba de morro, não é samba
É batucada, é batucada
Lá na cidade a história é diferente
Só tira samba malandro que tem patente
Lá na cidade a história é diferente
Só tira samba malandro que tem patente
Nossas morenas vão pro samba bonitinhas
Vão de sandália e saiote de preguinha
Nossas morenas vão pro samba bonitinhas
Vão de sandália e saiote de preguinha
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