A vida não é somente doçura
Tem que haver amargura
Para se dar o valor
Eu tive a minha mocidade
Hoje sou um senhor de idade
Conheci sofrimento e dor
Amigos também já tive bastante
Não me faltavam um instante
Quando tudo me corria bem
Sumiram todos na minha adversidade
Agora não tenho nenhum
E para ter algum tem que ser de verdade
O destino traiçoeiro
Que de mim quis se livrar
Eu que era tão feliz
Quando construí um lar
Tive um deslize na vida
Por um motivo qualquer
Além d perder os amigos
Perdi também a mulher
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Desdita (Chico Santana - Monarco)
Eu era muito jovem não pensava
Que a desdita me abraçava
foi por isso que perdi meu grande amor
Ela era tão linda e tão formosa
Como um botão em rosa
Um jardim em flor
Eu tinha 20 anos de idade
No rigor da minha mocidade
E pensava que o mundo era só meu
Por um capricho do destino
Quase chego ao desatino
Quando nosso amor morreu
Morreu caiu por terra
Toda minha ilusão
Andava pelas ruas chorando de paixão
Um certo alguém com piedade
Um dia me chamou:
Se queres um conselho de amigo eu lhe dou
Se é para esquecer peça coragem
Juro que não é miragem
Eu pedi com tanta fé que Deus me ouviu
Agora já não sinto mais saudade
Até a felicidade novamente me sorriu
Que a desdita me abraçava
foi por isso que perdi meu grande amor
Ela era tão linda e tão formosa
Como um botão em rosa
Um jardim em flor
Eu tinha 20 anos de idade
No rigor da minha mocidade
E pensava que o mundo era só meu
Por um capricho do destino
Quase chego ao desatino
Quando nosso amor morreu
Morreu caiu por terra
Toda minha ilusão
Andava pelas ruas chorando de paixão
Um certo alguém com piedade
Um dia me chamou:
Se queres um conselho de amigo eu lhe dou
Se é para esquecer peça coragem
Juro que não é miragem
Eu pedi com tanta fé que Deus me ouviu
Agora já não sinto mais saudade
Até a felicidade novamente me sorriu
De Paulo à Paulinho (Chico Santana - Monarco)
Antigamente era Paulo da Portela
Agora é Paulinho da Viola
Antigamente era Paulo da Portela
Agora é Paulinho da Viola
Paulo da Portela, nosso professor
Paulinho da Viola, o seu sucessor
Vejam que coisa tão bela
O passado e o presente
Da nossa querida Portela
Paulo, com sua voz comovente
Cantava, ensinando a gente
Com pureza e prazer
O seu sucessor na mesma trilha
É razão que hoje brilha
Vaidade nele não se vê
Oh Deus conservai esse menino
Que a Portela do Seu Natalino
Saúda com amor e paz
Quem manda um abraço é Rufino
Pois Candeia e Picolino
Lhe desejam muito mais
Agora é Paulinho da Viola
Antigamente era Paulo da Portela
Agora é Paulinho da Viola
Paulo da Portela, nosso professor
Paulinho da Viola, o seu sucessor
Vejam que coisa tão bela
O passado e o presente
Da nossa querida Portela
Paulo, com sua voz comovente
Cantava, ensinando a gente
Com pureza e prazer
O seu sucessor na mesma trilha
É razão que hoje brilha
Vaidade nele não se vê
Oh Deus conservai esse menino
Que a Portela do Seu Natalino
Saúda com amor e paz
Quem manda um abraço é Rufino
Pois Candeia e Picolino
Lhe desejam muito mais
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Corri pra ver (Chico Santana - Monarco - Casquinha)
Ouvi cantando assim
Oh Oh Oh Oh
A majestade do samba
Chegou chegou
Corri pra ver
Pra ver quem era
Chegando lá
Era a Portela
Era a Portela do seu Natal
Ganhando mais um carnaval
Era a Portela do Claudionor
Portela é meu grande amor
Era rainha de Oswaldo Cruz
Portela muito nos seduz
Foi mestre Paulo seu fundador
Nosso poeta e professor
Oh Oh Oh Oh
A majestade do samba
Chegou chegou
Corri pra ver
Pra ver quem era
Chegando lá
Era a Portela
Era a Portela do seu Natal
Ganhando mais um carnaval
Era a Portela do Claudionor
Portela é meu grande amor
Era rainha de Oswaldo Cruz
Portela muito nos seduz
Foi mestre Paulo seu fundador
Nosso poeta e professor
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Hino Portelense (Chico Santana)
Portela
Suas cores tem
Na bandeira do Brasil
E no céu também
Avante portelense para a vitória
Não vê que o teu passado é cheio de glória
Eu tenho saudade
Desperta oh! grande mocidade
As suas cores são lindas
Seus valores não têm fim
Portela querida
És tudo na vida pra mim
Suas cores tem
Na bandeira do Brasil
E no céu também
Avante portelense para a vitória
Não vê que o teu passado é cheio de glória
Eu tenho saudade
Desperta oh! grande mocidade
As suas cores são lindas
Seus valores não têm fim
Portela querida
És tudo na vida pra mim
Academia do Samba "Hora de Caminhar" (Chico Santana)
Chegou a hora de caminhar, eu vou
Vou pra Portela que o samba já me chamou
Chegou a hora de caminhar, eu vou
Vou pra Portela que o samba já me chamou
Samba bonito na Portela é que tem
Academia do samba é lá também
Eu não vou ficar parado aqui conforme estou
Vou pra Portela que o samba já me chamou
Vou pra Portela que o samba já me chamou
Chegou a hora de caminhar, eu vou
Vou pra Portela que o samba já me chamou
Samba bonito na Portela é que tem
Academia do samba é lá também
Eu não vou ficar parado aqui conforme estou
Vou pra Portela que o samba já me chamou
Noite que tudo esconde (Chico Santana - Alvaiade)
Noite que tudo esconde
Onde está o meu amor
Estou cansado de procurar
Mas não há meio de encontrar
Noite que tudo esconde por favor
Devolva meu primeiro amor
A noite foi-se embora veio o dia
Levando minha alegria
Deixando comigo a dor
Hoje só me resta a nostalgia
Canto nessa melodia
Mais um drama de amor
Onde está o meu amor
Estou cansado de procurar
Mas não há meio de encontrar
Noite que tudo esconde por favor
Devolva meu primeiro amor
A noite foi-se embora veio o dia
Levando minha alegria
Deixando comigo a dor
Hoje só me resta a nostalgia
Canto nessa melodia
Mais um drama de amor
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Graças ao Infinito (Chico Santana - Armando dos Santos)
Em 1º lugar eu quero a graça de Deus
Em 2º lugar quero a saúde e que Deus me ajude
Em 3º quero o dinheiro
Em 4º lugar quero a mulher
E o resto seja o que Deus quiser
Em preces eu solicito
As graças do infinito
Pois desejo sim tudo de bom para mim
Viver é sonhar
Sorrir e cantar
Sem blasfemar
Teu sofrimento qualquer
Pois o mundo é tão bom
Com saúde, dinheiro e mulher
Em 2º lugar quero a saúde e que Deus me ajude
Em 3º quero o dinheiro
Em 4º lugar quero a mulher
E o resto seja o que Deus quiser
Em preces eu solicito
As graças do infinito
Pois desejo sim tudo de bom para mim
Viver é sonhar
Sorrir e cantar
Sem blasfemar
Teu sofrimento qualquer
Pois o mundo é tão bom
Com saúde, dinheiro e mulher
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domingo, 13 de junho de 2010
Zé ciumento (Aniceto do Império)
Interessante.
Não sou bonito.
Não tenho dinheiro na algibeira.
Porque tanta marcação do senhor Zé Ferreira?
Ter ciumes de mim, Zé Ferreira
É asneira! É asneira, é asneira
Ter ciumes de mim, Zé Ferreira
É asneira! [É asneira]
É ou não é? [é asneira]
É ou não é? [é asneira]
Não sou dono de armazém
Nem de barraca de feira
Por isso é que eu digo ciumes de mim,
Senhor Zé Ferreira, é asneira
Não repare o que lhe digo
Sinto a idade que estou
Sententa menos um
Finalidade acabou
Não sou novo igual a ti
Não sou homem de sujeira
Por isso é que eu digo ciúmes de mim,
Do Senhor Zé Ferreira é asneira
Zé Ferreira ciumento
Pela sua bela dona
Um conselho de otário
Compre já uma redoma
Sua mulher é gordita
Até na rua tem geladeira
A minha até mais, entretanto,
O senhor marcou tamanha bobeira
Não sou bonito.
Não tenho dinheiro na algibeira.
Porque tanta marcação do senhor Zé Ferreira?
Ter ciumes de mim, Zé Ferreira
É asneira! É asneira, é asneira
Ter ciumes de mim, Zé Ferreira
É asneira! [É asneira]
É ou não é? [é asneira]
É ou não é? [é asneira]
Não sou dono de armazém
Nem de barraca de feira
Por isso é que eu digo ciumes de mim,
Senhor Zé Ferreira, é asneira
Não repare o que lhe digo
Sinto a idade que estou
Sententa menos um
Finalidade acabou
Não sou novo igual a ti
Não sou homem de sujeira
Por isso é que eu digo ciúmes de mim,
Do Senhor Zé Ferreira é asneira
Zé Ferreira ciumento
Pela sua bela dona
Um conselho de otário
Compre já uma redoma
Sua mulher é gordita
Até na rua tem geladeira
A minha até mais, entretanto,
O senhor marcou tamanha bobeira
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Aniceto do Império,
Império Serrano,
Nilton Campolino
Vacilação não dá pé (Aniceto do Império)
Quer comer? Coma!
Quer beber? Beba!
Você pode até dormir se quiser
Só não pode é perder a linha Zé Mané
Aqui no bairro vacilação não dá pé
Aqui no bairro vacilação não dá pé
Eu ofereci comida, preferiste a bebida
Estás no alto do morro o pior é a descida
Então vem comigo
Já paguei pra mim cachaça já ofereci dormida
Vê se tu mantém a linha pra garantir sua vida
Cabeça maluco
Eu aqui sou conhecido por manter límpida razão
Vivo bem com o pacato melhor com o valentão
Mas eu tenho cabeça
Nossas senhoras casadas, também solteiras também
Se você diz palavrão, e assim não fica bem
Seu doido maluco
Quer beber? Beba!
Você pode até dormir se quiser
Só não pode é perder a linha Zé Mané
Aqui no bairro vacilação não dá pé
Aqui no bairro vacilação não dá pé
Eu ofereci comida, preferiste a bebida
Estás no alto do morro o pior é a descida
Então vem comigo
Já paguei pra mim cachaça já ofereci dormida
Vê se tu mantém a linha pra garantir sua vida
Cabeça maluco
Eu aqui sou conhecido por manter límpida razão
Vivo bem com o pacato melhor com o valentão
Mas eu tenho cabeça
Nossas senhoras casadas, também solteiras também
Se você diz palavrão, e assim não fica bem
Seu doido maluco
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Aniceto do Império,
Império Serrano,
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Um bocadinho só (Aniceto do Império)
Sapateia no cimento sem levantar pó
Com candência Dona Maria Jiló
Mas devagar Iáiá
Um bocadinho só
É devagar Iáiá
Devagar Iáiá
Quem sabe sapatear não levanta pó
Quer seja no asfalto ou em Gericinó
A Dona Maria é de Brocoió
Para sapatear legal é ela só
Com muita cadência e eloquência
Pra não perder a puxada
Devagar devagarinho Dona Maria descasca
Quem sapateia no Guaratimbó
Tem cadência é a noite ou após o sol
Minha gente, por favor, ouça com muito carinho
Acompanha o andamento do cavaquinho
Já solicitei com muita atenção
Acompanhe o violão como bate no bordão
O pessoal do ritmo tá enfezado
Dançando mutado batendo no riscado
Devagar devagarinho
É devagar devagarinho
Com cadência
Com eloquência
Que impertinência
Salve as coristas do Bocadinho Só
para cantar elas são a maior
Este partido gravado em sol, caí no ré e vim pro dó
Oi com cadência
Sem imprudência
Que providência
Com candência Dona Maria Jiló
Mas devagar Iáiá
Um bocadinho só
É devagar Iáiá
Devagar Iáiá
Quem sabe sapatear não levanta pó
Quer seja no asfalto ou em Gericinó
A Dona Maria é de Brocoió
Para sapatear legal é ela só
Com muita cadência e eloquência
Pra não perder a puxada
Devagar devagarinho Dona Maria descasca
Quem sapateia no Guaratimbó
Tem cadência é a noite ou após o sol
Minha gente, por favor, ouça com muito carinho
Acompanha o andamento do cavaquinho
Já solicitei com muita atenção
Acompanhe o violão como bate no bordão
O pessoal do ritmo tá enfezado
Dançando mutado batendo no riscado
Devagar devagarinho
É devagar devagarinho
Com cadência
Com eloquência
Que impertinência
Salve as coristas do Bocadinho Só
para cantar elas são a maior
Este partido gravado em sol, caí no ré e vim pro dó
Oi com cadência
Sem imprudência
Que providência
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Raízes da África (Aniceto do Império)
Assumano, Alabá, Abaca, Tio Sani
E Abedé me batizaram na lei do mussurumi
Bonito, Assumano, Alabá, Abaca, Tio Sani
E Abedé me batizaram na lei do mussurumi
Ô quá!
Como vêem tenho o corpo todo cruzado e fechado
Carrego exé na língua, não morro envenenado
Assumano!
Viajei semana e meia daqui pro Rio Jordão
Lugar em que fui batizado com uma vela em cada mão
Alabá!
Cinco macota d'Angola me prepararam de berço
Enquanto Hilário Jovino me cruzou com sete terços
Mesmo assim, me considero um insigne mirim
Filho de cuemba não cai Ogum, Xangô, Alafim
E Abedé me batizaram na lei do mussurumi
Bonito, Assumano, Alabá, Abaca, Tio Sani
E Abedé me batizaram na lei do mussurumi
Ô quá!
Como vêem tenho o corpo todo cruzado e fechado
Carrego exé na língua, não morro envenenado
Assumano!
Viajei semana e meia daqui pro Rio Jordão
Lugar em que fui batizado com uma vela em cada mão
Alabá!
Cinco macota d'Angola me prepararam de berço
Enquanto Hilário Jovino me cruzou com sete terços
Mesmo assim, me considero um insigne mirim
Filho de cuemba não cai Ogum, Xangô, Alafim
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Aniceto do Império,
Império Serrano,
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Na volta do novelo (Aniceto do Império - Bijuzinho)
A agulha puxa a linha
Na volta do novelo tá
A agulha puxa a linha
Na volta do novelo tá
Isso é com a tia dela, que conhece a arte de costurar
Quando a linha está embaraçada, puxando a agulha vai arrebentar
A linha embolou deu nó não pode no fundo da agulha passar
Onde está o cavaquinho que eu não ouço ele tocar
Ih, Ih, Olha a Matilde se escangalhando, que bacana
Palminha pra ela gente
Ó Irandir
Palma pra Ilaíde que ela é fera
São as damas mais bacanas do país
A agulha puxa a linha na volta do novelo teu lugar eu falei
A linha picota, senta não costura, Panamá por tear
Tia Tereza, mulher cega como pode costurar e ainda diz
Ela vai puxando a agulha na volta do novelo tá
Tenho é terno de peroá não encontrei linha pra costurar
Disse si um funrural ataqua manda encampá
Vâmo embora gente
Se cada amora é de um ano vê se começas a bordar com o tear
Na volta do novelo tá
A agulha puxa a linha
Na volta do novelo tá
Isso é com a tia dela, que conhece a arte de costurar
Quando a linha está embaraçada, puxando a agulha vai arrebentar
A linha embolou deu nó não pode no fundo da agulha passar
Onde está o cavaquinho que eu não ouço ele tocar
Ih, Ih, Olha a Matilde se escangalhando, que bacana
Palminha pra ela gente
Ó Irandir
Palma pra Ilaíde que ela é fera
São as damas mais bacanas do país
A agulha puxa a linha na volta do novelo teu lugar eu falei
A linha picota, senta não costura, Panamá por tear
Tia Tereza, mulher cega como pode costurar e ainda diz
Ela vai puxando a agulha na volta do novelo tá
Tenho é terno de peroá não encontrei linha pra costurar
Disse si um funrural ataqua manda encampá
Vâmo embora gente
Se cada amora é de um ano vê se começas a bordar com o tear
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Mocinho Cantador (Nilton Campolino)
Mocinho cantador afina tua viola e vem para a roda prosar
Eu aceitei o convite tenho prosa pra lerar
Diga primeiro teu nome filho de quem tu será?
O meu nome é invencível sou filho de Mangangá
Eu não creio em ameaça podemos bem disputar
Meu padrinho é o Capeta o meu brinquedo é cantar
Pois eu sou filho da cruz e neto de Jeová
Não provoca quem tá quieto para não te atrapalhar
Lhe digo que me garanto verso sem gaguejar
Verso dois por quatro quatro por oito oito por dezesseis quando quero brincar
Homem nao fala de nada só podemos lhe pagar
*** Falta o último verso do Aniceto****
Eu aceitei o convite tenho prosa pra lerar
Diga primeiro teu nome filho de quem tu será?
O meu nome é invencível sou filho de Mangangá
Eu não creio em ameaça podemos bem disputar
Meu padrinho é o Capeta o meu brinquedo é cantar
Pois eu sou filho da cruz e neto de Jeová
Não provoca quem tá quieto para não te atrapalhar
Lhe digo que me garanto verso sem gaguejar
Verso dois por quatro quatro por oito oito por dezesseis quando quero brincar
Homem nao fala de nada só podemos lhe pagar
*** Falta o último verso do Aniceto****
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Maria Sara (Nilton Campolino)
Conhecer Maria Sara como eu conheci
Foi respeitada no samba na terra onde eu nasci
Sapateado, passo variado fazia por brincadeira
Maria Sara provava ser filha de Madureira
Conhecer ...
Quando armava um pagode ela era convidada
Não faltava candidato, Maria Sara esnobava
Certa feita perguntaram quem é essa jóia rara
Ela ouviu e respondeu: "Eu sou a maria Sara"
O lugar que tanto louvo é a rua Buriti
à esquerda da João Lopes, direita da Tatuí
Foi respeitada no samba na terra onde eu nasci
Sapateado, passo variado fazia por brincadeira
Maria Sara provava ser filha de Madureira
Conhecer ...
Quando armava um pagode ela era convidada
Não faltava candidato, Maria Sara esnobava
Certa feita perguntaram quem é essa jóia rara
Ela ouviu e respondeu: "Eu sou a maria Sara"
O lugar que tanto louvo é a rua Buriti
à esquerda da João Lopes, direita da Tatuí
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João do Rosário (Aniceto do Império)
João do Rosário!
João do Rosário!
Diga ao Zeca e a Dora que estou bem
No Rio de Janeiro não estou só
Dizem que pai e mãe é muito bom
Mas a barriga cheia é melhor
Dizem que pai e mãe é muito bom
Mas a barriga cheia é melhor
Depois de velho aqui estou
O meu filho caçula me levou
A Maria Eunice me cuidou
E depois tudo enfim acabou
No Rio de Janeiro não estou só
Disse que pai e mãe é muito bom
Mas a barriga cheia é melhor
Uma carta de Ilhéus me chamou
Volta ligeiro para Salvador
E de lá para Ilhéus eu lhe dou
Condução de avião, por favor
Que confusão danada me causou!
Eu to bem nessa terra onde estou
Nem a carta eu vou responder
Eunice pra mim é fulô
Essa carta tirou meu sossego
Mas o filho João não deixou
Aqui perto o Flamento dá show
Tem samba na escola onde vou
Na cidade de Ilhéus, meu senhor
Depois de velho aqui estou
Mas se ave Maria pra mim
Liberdade que é bom acabou
João do Rosário!
João do Rosário!
João do Rosário!
Diga ao Zeca e a Dora que estou bem
No Rio de Janeiro não estou só
Dizem que pai e mãe é muito bom
Mas a barriga cheia é melhor
Dizem que pai e mãe é muito bom
Mas a barriga cheia é melhor
Depois de velho aqui estou
O meu filho caçula me levou
A Maria Eunice me cuidou
E depois tudo enfim acabou
No Rio de Janeiro não estou só
Disse que pai e mãe é muito bom
Mas a barriga cheia é melhor
Uma carta de Ilhéus me chamou
Volta ligeiro para Salvador
E de lá para Ilhéus eu lhe dou
Condução de avião, por favor
Que confusão danada me causou!
Eu to bem nessa terra onde estou
Nem a carta eu vou responder
Eunice pra mim é fulô
Essa carta tirou meu sossego
Mas o filho João não deixou
Aqui perto o Flamento dá show
Tem samba na escola onde vou
Na cidade de Ilhéus, meu senhor
Depois de velho aqui estou
Mas se ave Maria pra mim
Liberdade que é bom acabou
João do Rosário!
João do Rosário!
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Indesejável mulher (Nilton Campolino)
Esta mulher já me perturba demais
Faz um ano e meio que executei minha paz
Não lava não cozinha
É deseducada
Só abandona o leito
Às nove da madrugada
Esta mulher ...
O cabelo não vê pente
Isto é uma constante
Usa lenço na cabeça
Que mulher horripilante
É por isso que eu digo ...
Mês passado resmungava
Invocada quase apanho
Porque tive a petulância
De mandá-la tomar banho
Esta mulher ...
E ainda tem ciúmes
Se parece com alguém ela diz
Faz um ano e meio
Que este mulato é meu bem
Vejam só...
Este é o meu viver
É perturbação demais
Preciso da liberdade
Pra ressucitar a paz
Só porque ...
Faz um ano e meio que executei minha paz
Não lava não cozinha
É deseducada
Só abandona o leito
Às nove da madrugada
Esta mulher ...
O cabelo não vê pente
Isto é uma constante
Usa lenço na cabeça
Que mulher horripilante
É por isso que eu digo ...
Mês passado resmungava
Invocada quase apanho
Porque tive a petulância
De mandá-la tomar banho
Esta mulher ...
E ainda tem ciúmes
Se parece com alguém ela diz
Faz um ano e meio
Que este mulato é meu bem
Vejam só...
Este é o meu viver
É perturbação demais
Preciso da liberdade
Pra ressucitar a paz
Só porque ...
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Quem tem, tem (Aniceto do Império)
Quem tem tem, quem não tem vai arranjar
Quem tem tem, quem não tem vai arranjar
Se o amigo tem duas mulheres
Olha é bom deixar pra lá
Curtição da tua vida
É tarefa de cansar
Vão trabalhar!
Teu primo-irmão tem dinheiro
Você não quer trabalhar
E fica no botequim
Com os amigos a vagar
É de amargar!
Se passa um cidadão
Ficas ao admirar
Por ele estar bem trajado
Também pode se trajar
Sem raptar!
Muita gente aposentada
Às onze vai almoçar
É motivo para crítica
Sua doença é falar
Vai se matar!
Todo aquele que critica
Devia se preparar
Auto critica não fazes
Se referva e quer brigar
Assim não dá!
Quem tem tem, quem não tem vai arranjar
Se o amigo tem duas mulheres
Olha é bom deixar pra lá
Curtição da tua vida
É tarefa de cansar
Vão trabalhar!
Teu primo-irmão tem dinheiro
Você não quer trabalhar
E fica no botequim
Com os amigos a vagar
É de amargar!
Se passa um cidadão
Ficas ao admirar
Por ele estar bem trajado
Também pode se trajar
Sem raptar!
Muita gente aposentada
Às onze vai almoçar
É motivo para crítica
Sua doença é falar
Vai se matar!
Todo aquele que critica
Devia se preparar
Auto critica não fazes
Se referva e quer brigar
Assim não dá!
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O Segredo da Tia Romana (Aniceto do Império)
Mãe a Tia Romana plantou cana
Pra São João festejar
Tia Romana cria gado
Como tem canaviar
Todo mundo dizia...
Não dá
Tia Romana [Não dá]
Olha Tia Romana [Não dá]
Foi plantada à meia-noite
E às onze foi cortada
Quem não conhece mandinga
Fica quieto pra acertar
Para não escutar que ...
No dia de Santo Antônio
Eu resolvi ir jongar
Quando chegou o demônio
Tia Romana pegou a pular!!
E quá quá quá!
E quá quá quá!
A meia noite surgia
Fedia enxofre no congá!
Todo mundo sabia...
O gado combina com a cana
A cana não quer combinar
O gado muge de raiva
E a cana faceira a se balançar!!
e dissendo não dá
Tia Romana ...
Só de oiá Romana
Deixa de ser teimosa, ô tia Romana!!
E bote a cabeça no lugar
Oh não sabe não dá!!!
Não dá!!
Olha Tia Romana
Pra São João festejar
Tia Romana cria gado
Como tem canaviar
Todo mundo dizia...
Não dá
Tia Romana [Não dá]
Olha Tia Romana [Não dá]
Foi plantada à meia-noite
E às onze foi cortada
Quem não conhece mandinga
Fica quieto pra acertar
Para não escutar que ...
No dia de Santo Antônio
Eu resolvi ir jongar
Quando chegou o demônio
Tia Romana pegou a pular!!
E quá quá quá!
E quá quá quá!
A meia noite surgia
Fedia enxofre no congá!
Todo mundo sabia...
O gado combina com a cana
A cana não quer combinar
O gado muge de raiva
E a cana faceira a se balançar!!
e dissendo não dá
Tia Romana ...
Só de oiá Romana
Deixa de ser teimosa, ô tia Romana!!
E bote a cabeça no lugar
Oh não sabe não dá!!!
Não dá!!
Olha Tia Romana
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sábado, 20 de março de 2010
Atroz Cativeiro (Aniceto do Império)
Vovô perdeu a alforria foi namorar
Candengo mais novo de Sinhá
Vovô perdeu a alforria foi namorar
Candengo mais novo de Sinhá
Meu avô era o escravo que apanhava o cafundú
De enchada e capinava até pé munhunbú
Era ligeiro e sadio
Vivo que nem urubu
Meu avô foi para o tronco
Estava sentenciado
Trinta e cinco chibatadas e banho de mar salgado
Resistiu aos sofrimentos sem mostrar-se acovardado
Sinhá tava na janela olhando a execução
Depois de ver perguntava: cadê sua devoção
Nego não casa com branca nem por força de oração
Sete dias foi passado sinhazinha o chamou
Vamos tentar a fugida , ta sabendo do pelô
Mas a mucama escondida a conversa escutou
Fez candonga pra Sinhá que prendeu o meu avô
Assim termina a história e luta de um sofredor
Sinhazinha se matou
Candengo mais novo de Sinhá
Vovô perdeu a alforria foi namorar
Candengo mais novo de Sinhá
Meu avô era o escravo que apanhava o cafundú
De enchada e capinava até pé munhunbú
Era ligeiro e sadio
Vivo que nem urubu
Meu avô foi para o tronco
Estava sentenciado
Trinta e cinco chibatadas e banho de mar salgado
Resistiu aos sofrimentos sem mostrar-se acovardado
Sinhá tava na janela olhando a execução
Depois de ver perguntava: cadê sua devoção
Nego não casa com branca nem por força de oração
Sete dias foi passado sinhazinha o chamou
Vamos tentar a fugida , ta sabendo do pelô
Mas a mucama escondida a conversa escutou
Fez candonga pra Sinhá que prendeu o meu avô
Assim termina a história e luta de um sofredor
Sinhazinha se matou
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