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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Linguagem do Morro (Padeirinho - Quincas do Cavaco)

Tudo lá no morro é diferente
Daquela gente não se pode duvidar
Começando pelo samba quente
Que até um inocente sabe o que é sambar
Outro fato muito importante
E também interessante
É a linguagem de lá
Baile lá no morro é fandango
Nome de carro é carango
Discussão é bafafá
Briga de uns e outros dizem que é burburim
Velório no morro é gurufim

Erro lá no morro chamam de vacilação
Grupo do cachorro em dinheiro é um cão
Papagaio é rádio, grinfa é mulher
Nome de otário é Zé Mané

Deixa de moda (Padeirinho)

Ora deixa de moda, que eu não vejo roda na tua baiana
Tens idéia de atraso, mas é que teu caso é assunto de grana
Sabe lá o que é isso, eu lhe dando um serviço e você não morar
Nunca foste modista, teu golpe de vista só tem que falhar

Esse teu baratino não é englobado para me engrupir
Tem bastante conversa, mas eu não vou nessa, é melhor desistir
Deste muita mancada, eu morei na jogada, você bronqueou
Nunca foste de nada, teu assunto mirinhou

Mora no assunto (Quincas do Cavaco - Padeirinho)

Mora no assunto e vê se te manca
Me admira muito você dando bronca
Ora deixe disso, que é fogo na roupa
Sabe lá o que é isso?
Então, mudou
Te dei o serviço e você não morou

Nessas alturas tenho que te esculachar
Pra seu governo, você deve se mancar
Como é que pode você dar tanta mancada?
Tenteia a Volga e deixa de chinfra, meu camarada
Como é que é? Vê se mora na jogada

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Luto em Mangueira ( Jorginho Pessanha / Padeirinho / Xangô da Mangueira )

A Mangueira está de luto
Mas seus tamborins não vão silenciar
Vai começar tudo de novo
Para a alegria do povo
A mangueira não pode parar
A mangueira não pode parar

Mangueira perdeu um fruto do seu galho
Mas continua o trabalho
Pra quem partiu tem samba em seu louvor
Vamos para o terreiro da escola
Já afinei minha viola
Um samba pra mangueira vou compor

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Zé Cansado (Padeirinho)

Não fale em trabalho com ele
Porque o negócio dele não é trabalhar
Somente quem conhece ele
Sabe que o negócio dele é “o me dá, me dá”

O homem já nasceu cansado
Não fica zangado se alguém lhe malha
Ele já disse que está na dele
Podem até baterem nele que ele não trabalha

Coração em festa (Xangô / Padeirinho)

Não há, quem cante mais do que eu
Cantar, só eu a as aves da floresta
Brincar, fui eu em meu tempo de criança
Hoje guardo na lembrança meu coração em festa

As vezes eu ficava triste a me lembrar
Quando a minha me chamava e comigo ralhava
Dizendo meu filho venha estudar
Já chega de brincar, já chega de cantar